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O pico da jornada e a revolução do esforço
A revolução industrial acoplou o tempo do trabalhador ao tempo da máquina cara. Máquina parada era prejuízo, então nasceram jornadas extremas, multas, fraudes no relógio e controle rígido do tempo.
~70 hjornada semanal no auge da revolução industrial, em Londres
Nem tudo foi imposição. Parte veio da decisão das próprias famílias de trabalhar mais para comprar mercadorias inéditas: açúcar, chá, tecidos, louça, pequenos confortos. É o que se chama de revolução do esforço: pela primeira vez, gente trabalhando muito mais por desejo de consumir, além de para sobreviver.
Vale reter o mecanismo: quando o capital é caro e escasso, a organização do trabalho se molda para não deixá-lo ocioso. Isso volta a importar quando falarmos de agentes.
