A spec é o contrato
Numa Cognitive Enterprise a divisão de trabalho muda de lugar: humanos escrevem specs, agentes escrevem implementação.
Isso só funciona se a spec for de verdade. Uma spec é: entrada nomeada, saída esperada, critérios de aceite mensuráveis, e o que escala para humano. Sem critério de aceite, o que se tem é um desejo, e não uma especificação.
O ganho aparece na manutenção. Quando alguém quer mudar o comportamento do sistema, muda a spec e deixa o resto derivar. Na maioria dos projetos acontece o contrário: a pessoa caça adjetivo no prompt, mexe numa frase e descobre três semanas depois que outra coisa quebrou.
Antes da spec vem o research, uma fase declarada de levantamento que termina num documento curto de achados. Parece burocracia, mas é o que evita construir uma solução elegante para o problema errado. Se a pesquisa não mudou nenhuma premissa, ou o problema era trivial, ou a pesquisa foi rasa.
