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Conceito 2 min

Harness

O modelo é o motor; o harness é o carro.

Em uma frase

A carcaça em volta do modelo: prompt de sistema, ferramentas, permissões, loops e verificações que transformam um LLM cru em um agente funcional. Se o modelo é o motor, o harness é o carro em volta dele.

Antes

LLM cru

O que ele faz

Prompt, tools, limites e verificação

Depois

Agente funcional

Exemplo

O mesmo modelo dá dois resultados. Sem harness, é um LLM que escreve cartas bonitas e inventa fatos. Com harness, ganha prompt de sistema com a política da organização, ferramenta de leitura do relatório, ferramenta de consulta ao cadastro, teto de seis iterações, hook que bloqueia dado protegido por LGPD e verificação obrigatória antes de entregar. O texto melhora pouco, mas a confiabilidade sobe muito.

O erro comum

Trocar de modelo esperando resolver um problema de harness. Se o agente inventa fato, o que falta é ferramenta e verificação. Um modelo mais capaz continua inventando, só que com texto mais bem escrito.

Na prática

  • Tudo que não é prompt vai para configuração: ferramentas, permissões, limites, modelo.
  • Teste trocando o modelo. Se o comportamento quebrar, algo que devia estar no harness está no prompt, ou o contrário.
  • Versione junto com o código, porque harness é software e deve ser tratado como tal.

Como tangibilizar

O arquivo de configuração do agente (prompt de sistema, tools, permissões, knobs, hooks), versionado no repositório.

Para discutir

Isso já está pronto na sua empresa? Compare com o critério:

Pronto quando: Quando trocar de modelo não exige reescrever comportamento, só mudar uma linha.