Harness
O modelo é o motor; o harness é o carro.

Em uma frase
A carcaça em volta do modelo: prompt de sistema, ferramentas, permissões, loops e verificações que transformam um LLM cru em um agente funcional. Se o modelo é o motor, o harness é o carro em volta dele.
Antes
LLM cru
O que ele faz
Prompt, tools, limites e verificação
Depois
Agente funcional
Exemplo
O mesmo modelo dá dois resultados. Sem harness, é um LLM que escreve cartas bonitas e inventa fatos. Com harness, ganha prompt de sistema com a política da organização, ferramenta de leitura do relatório, ferramenta de consulta ao cadastro, teto de seis iterações, hook que bloqueia dado protegido por LGPD e verificação obrigatória antes de entregar. O texto melhora pouco, mas a confiabilidade sobe muito.
O erro comum
Trocar de modelo esperando resolver um problema de harness. Se o agente inventa fato, o que falta é ferramenta e verificação. Um modelo mais capaz continua inventando, só que com texto mais bem escrito.
Na prática
- Tudo que não é prompt vai para configuração: ferramentas, permissões, limites, modelo.
- Teste trocando o modelo. Se o comportamento quebrar, algo que devia estar no harness está no prompt, ou o contrário.
- Versione junto com o código, porque harness é software e deve ser tratado como tal.
Como tangibilizar
O arquivo de configuração do agente (prompt de sistema, tools, permissões, knobs, hooks), versionado no repositório.
