A diferença que importa
Um chatbot recebe uma pergunta e devolve uma resposta. Um agente recebe um objetivo e decide o que fazer.
A diferença parece sutil. Peça a um chatbot "escreva a carta da Ana" e ele escreve com o que estiver na frente dele, inclusive inventando o que faltar, porque a única coisa que ele sabe fazer é produzir texto plausível.
Um agente abre o relatório de campo, percebe que falta a frequência escolar, consulta o cadastro, escreve, confere o texto contra a fonte, e para para escalar porque a criança mudou de cidade.
O texto pode até sair parecido. O que muda é o número de decisões que ele tomou sozinho, e cada uma dessas decisões é um ponto onde você pode ganhar autonomia ou perder controle.
Tudo que se chama de arquitetura agêntica consiste em cuidar de um ciclo de quatro etapas: pensar, agir, observar, repetir. As perguntas de projeto são sempre as mesmas quatro: com que informação ele pensa, que ferramentas tem para agir, o que consegue observar do resultado, e quando o loop para.
Essa última é a mais esquecida. Um agente sem condição de parada escrita funciona como uma conta aberta.
