Um agente até doer
A tentação de dividir aparece cedo, e quase sempre cedo demais.
Multi-agentes parece mais sofisticado. Cada especialista faz o que sabe, o trabalho flui, o diagrama fica bonito. Na prática, cada agente novo acrescenta uma chamada, uma latência, um formato de troca e um ponto de falha, e nada disso aparece no diagrama.
A regra vai contra a intuição: um agente até doer. Divida quando um agente único já falhou de forma medida, e não quando você imaginou que ele falharia.
Na hora de dividir, o critério é o contexto, e não o organograma. A boa razão para criar um subagente é que uma subtarefa gera muito material intermediário que o agente principal não precisa carregar, como 40 páginas de histórico que viram cinco linhas de resumo. A má razão é espelhar os departamentos da empresa em agentes.
Na correspondência, três agentes se pagam: um extrai fatos, um escreve, um confere contra a fonte. Se fossem 40 cartas por ano em vez de 4.000, um agente só resolveria, e a divisão seria custo puro.
