Coordenação tem preço
Quando existem vários agentes, aparece um trabalho que antes não existia: decidir quem faz o quê.
Esse é o papel do orquestrador, e ele é lógica de negócio. Relatório completo vai para o modelo barato. Relatório contraditório vai para o caro. Criança fora do programa não vai para agente nenhum, e sim direto para uma pessoa. Escrito como regra explícita, isso costuma cortar o custo médio pela metade sem que ninguém perceba diferença no resultado.
O segundo trabalho novo é a passagem de bastão. Todo agente vai chegar num caso que não sabe resolver, e o que acontece nesse momento define se o sistema é confiável ou perigoso.
Escalada é a parte que mais se faz mal. O erro clássico é deixar o critério implícito, como "escale se não tiver certeza". O agente não tem calibração de certeza: ele escala de menos, e justamente nos casos em que deveria escalar mais, porque são os casos em que ele não sabe que não sabe.
Gatilho de escalada é lista fechada, escrita em código. E quem escala entrega contexto: o que tentou, onde parou, o que já descobriu. Uma escalada sem contexto devolve o problema inteiro ao humano, e a automação acaba não economizando nada.
