Auto verificação
O agente confere o próprio trabalho antes de entregar e deixa evidência de que conferiu.

Em uma frase
O agente checa o próprio trabalho antes de entregar: roda, compara com o critério, revisa o resultado. Assim a entrega chega verificada, e não apenas gerada.
Antes
Agente terminou o rascunho
O que ele faz
Confere contra o critério e gera evidência
Depois
Entrega verificada
Analogia
Pense em dois pedreiros: um só assenta o tijolo, o outro passa o nível a cada fiada. O segundo entrega parede reta sem precisar de alguém atrás dele conferindo.
Exemplo
Antes de devolver a carta ao padrinho, o agente relê o relatório de campo e marca cada afirmação do texto com a linha do relatório que a sustenta. Se sobra uma frase sem fonte, como "a Ana adora jogar futebol", que ninguém escreveu, ele reescreve sozinho. O revisor humano recebe a carta já com a tabela de fontes anexada e leva 3 minutos em vez de 15.
O erro comum
Confundir "o agente disse que conferiu" com "o agente conferiu". Escrever no prompt "revise seu trabalho antes de entregar" produz um parágrafo simpático dizendo que está tudo certo, e só. Auto verificação de verdade gera evidência inspecionável, seja um arquivo, um teste que roda ou uma tabela de claim → fonte. Se depois você não consegue olhar e ver o que foi verificado, não houve verificação.
Na prática
- A verificação acontece em uma chamada separada, com prompt próprio. O mesmo turno que escreveu tende a aprovar o que escreveu.
- Peça saída estruturada, uma lista de
afirmação → fonte → ok/falha. - O loop só encerra quando todas as afirmações passam, ou o agente escala para humano após duas tentativas.
- Custo: cerca de 2× tokens por carta. Compare com o custo de uma carta errada chegando ao padrinho e com os 15 minutos de revisão humana que ela economiza.
Como tangibilizar
Uma segunda chamada, com prompt próprio, que confere a saída e produz uma tabela de evidência.
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